Comportamento

Vamos falar sobre emoções, comportamento e planejamento?

Emoções

Quantas vezes planejamos o nosso dia na noite anterior e pensamos: “amanhã farei diferente, vou acordar mais cedo, caminhar, sentir o sol, fazer meus afazeres com calma, serei produtiva (para as mais planejadas, anotações na agenda com as tarefas do dia e os horários bem definidos) mais calma, amorosa e compreensiva…E quantas vezes nada sai como desejamos/planejamos?

Às vezes até acordamos mais cedo, porém não conseguimos levantar da cama nesse horário e quando levantamos é a hora necessária para a vasta correria de sempre: Levar as crianças, levar o marido, fazer o café, tomar o café, olhar a agenda, ser produtiva….Colocamos a roupa para caminhar e a preguiça aparece (ou nem se coloca a roupa) e vem aquela vozinha interior de “conforto”:  “To precisando descansar um pouco, ando muito cansada, melhor caminhar amanhã” …A partir daí começam-se o “cair” das ações planejadas, junto de muita culpa e sensação de incapacidade, até chegar o final do dia e novamente (nem sempre) retomarmos os planejamentos.

Isso também acontece com você?

Complicado entender algumas questões comportamentais e lidar com nossas emoções diárias não é mesmo?

Bate aquele desespero quando isso acontece? E se você colocar na balança isso tem acontecido com mais frequência do que com menos? Te entendo e partilho dessa sensação também, hoje muito menos do que mais, e é sobre isso que desejo falar aqui nesse texto, sobre entender para mudar e sobre a forma como lidamos com o planejamento no processo de mudança.

Vamos então iniciar esse texto partindo do pressuposto de que somos seres habituais e assim entender que sim, isso vai acontecer, e sim, vamos ser tomadas pela emoção negativa, e sim, a tendência é se desesperar e alimentar ainda mais essa emoção, e sim, entrarmos em um looping, um ciclo vicioso, e sim, parece que “corremos atrás do rabo” (desculpem-me pelo termo).

Nós, seres vivos, vivemos –  e sobrevivemos – graças a hábitos que vamos adquirindo ao longo da nossa vida. Aprendemos a caminhar, aprendemos a manter-nos quentes ou aprendemos a proteger-nos do perigo, tudo isso praticamente de uma forma automática. Para quem dirige, pense em como era complicado no inicio e hoje você faz de forma automática, você não pensa todas as vezes que vai trocar de faixa ou de marcha, estou certa? Antes nem mesmo o som/rádio podia ficar ligado, pois a sua concentração não era a mesma, hoje você faz tudo ao mesmo tempo sem pensar.

Sabe aquela frase do querido Will Durant? “Somos o que fazemos repetidamente”  Ela é verdadeira e faz todo sentido.

Vamos refletir juntas? Eu fiz essa reflexão a algum tempo (através de estudos sobre o comportamento humano) e isso me ajudou muito, vejamos se eu consigo te ajudar a clarear mais as ideias e se sentir melhor com sua rotina a ponto de mudá-la, favorecendo assim o seu dia a dia, afinal, só conseguimos gerenciar aquilo que mensuramos, ok? Como gerenciar esse ciclo sem antes entendê-lo?

O cérebro humano começou a ser mais estudado e melhor explorado na década de 70, à partir dessa época passamos a ter o privilégio de entender algumas coisas, e a cada ano, devido ao avanço da  tecnologia, temos novas pesquisas e descobertas sobre esse misterioso e poderoso órgão do nosso corpo.

Um dos estudo e descobertas sobre o nosso cérebro é que ele é “preguiçoso”, vive procurando formas de evitar esforços, é sempre muito mais fácil desistir e voltar para zona de conforto, concordam? Nosso cérebro também precisa de plausibilidade para fazer esse esforço. Sendo assim, é quase que natural  iniciarmos algo novo – que requer esforços, e esse esforço não é nem um pouco tentador, o que é tentador é ficar tranquila e relaxada,  e os hábitos permitem isso, que o nosso corpo relaxe – e sermos tentadas a desistir.

A maior inimiga ou amiga que poderemos ter e a nossa própria mente

Vamos pensar em algo mais universal (talvez) como o hábito de pegar o celular para dar aquela olhadinha sem compromisso, já percebeu como é mecânico? Sentou no sofá, celular…Sentou na cadeira diante da mesa para comer algo, celular…Parou no farol, celular…e mesmo quando você decide largá-lo de vez e deixá-lo longe de você, para não ter esse “faniquito”, o seu pensamento, vez ou outra, vai até ele…o celular! E é só pegar e dar aquela “sapiada” (que era para ser rápida) que já nos vemos mais de 20 minutos nesse vai e vem de telas, acontece com você também?

Perdemos muita produtividade com isso não é mesmo?

Esse é um comportamento criado pelo nosso hábito de olhar/pegar o celular e ter uma sensação de relaxamento, afinal, você não faz esforço algum quando passa pelo facebook, whatsapp, instagram, jogos e afins…ok?

Segundo especialistas, em momentos como esse, de prazer e relaxamento quanto ao hábito, estamos liberando dopamina – um neurotransmissor que é liberado no córtex pré-frontal toda vez que temos algum tipo de prazer – e de acordo com eles, estamos viciados nesse neurotransmissor. Entretanto sua ação é rápida, há descarga e depois uma queda. Quando isso acontece, começamos a procurar novamente por esse prazer, ou seja, é vicio habitual e nos tornamos escravos dele dia após dia. *** Importante dizer que a dopamina é diferente da serotonina, essa por sua vez, libera hormônios e é mais perene, por isso tem sido chamada de “hormônio da felicidade”.

O que eu quero dizer com isso é: O seu comportamento diário cria em você vários hábitos mecânicos e inconscientes que te levam a não produzir como deseja, é como intencionar X e produzir Y (não há um alinhamento entre intenção e ação) podemos chamar isso de autossabotagem (leia sobre autossabotagem aqui). É um mecanismo natural nosso que precisa de auto-observação e ação para ser transformado em algo que favoreça o nosso crescimento.

Considerando esse conhecimento sobre como nosso cérebro age em momentos de desconfortos, ou seja, naqueles momentos em que precisamos partir para ação, vamos entender também como as emoções entram nessa “jogada” e como isso reflete em nosso comportamento e resultados.

Emoções são biológicas, nós nascemos e morremos com elas, são reações inatas e do ponto de vista evolutivo, necessárias. De acordo com o neurocientista Antônio Damásio as 4 emoções básicas são:  Medo, Tristeza, Raiva e Alegria.

Sentimentos são psicológicos, estão na área da mente, as emoções são rápidas, elas passam, o que nos faz sofrer são os sentimentos que se formam a partir de um fato e posterior emoção sentida –  alimentamos ele (pensamento) e retroalimentamos as emoções – Como assim? Quando você faz a sua programação, conforme falamos lá encima, e não sai como você deseja por conta dos mecanismos do seu cérebro, e você sente uma emoção, como a tristeza, por exemplo, você passa a remoer esses pensamentos e alimentar cada vez mais essa tristeza.

ciclo vicioso

Quanto mais você pensa sobre o assunto e remoí isso na sua cabecinha, mais você alimenta a tristeza e mais triste/chateada você fica.

E são essas emoções e pensamentos que nos fazem desistir, paramos de tentar fazer aquilo que planejamos, pois é muito desgastante e sempre que fracassarmos vamos ficar triste e ninguém gosta de ficar triste e é mais fácil ficar quietinha aqui no meu canto e parar de tentar, assim não fico triste….

E quando paramos de tentar, o nosso glorioso cérebro (que quer nos preservar) se delicia com a volta a zona de conforto (sem esforço, sem dificuldade) e fica “tudo bem”.

Só que não! Somos seres em evolução, precisamos do novo, precisamos abrir espaço para o novo e podemos abrir espaço para esse novo. A ciência nos ajuda a entender que podemos mudar, estudos recentes encontraram novos neurônios em pessoas acima de 65 anos, isso é a chamada neuroplasticidade e derruba a velha ideia de que podemos estar muito “velhas” para aprender ou mudar algo. Desconstrua essa ideia, por favor.

Todas as vezes que insistimos em algo, criamos novas redes neurais em nosso cérebro, novas sinapses, e isso é, também, a criação de um novo hábito, um hábito que pode ser melhor, um hábito construtivo e virtuoso, entende? Quando nos permitimos continuar, mesmo com dor, com preguiça, com dificuldade, saímos do ciclo vicioso e entramos no virtuoso, é necessário insistir para a criação dessa nova rede neural, só depois de algum tempo nosso cérebro se acostuma com esse novo hábito e nos permite fazer da produtividade algo automático.

Somos capazes de criar novos hábitos, na verdade somos capazes de muita coisa…Temos o cérebro e a mente – hardware e software como analogia – ao nosso favor, só precisamos saber lidar com eles.

Entende como nosso comportamento é formado? Esse ciclo de mecanismo do nosso cérebro + emoções e sentimentos (inconscientes) quando não entendidos fazem com que nos identifiquemos com eles, ou seja, você passa a acreditar que você é assim mesmo, que você não consegue fazer tal coisa porque você é uma pessoa preguiçosa, não tem produtividade a tarde, de manhã, na semana, no final de semana….E essas crenças alimentam cada vez mais esse ciclo, você procura todas as ajudas e ferramentas possíveis e parece que nada da certo, não é mesmo? Isso acontece porque você está buscando fora as respostas, quando na verdade a melhor ferramenta está dentro, só depois de ajustar dentro é que é possível utilizar 100% das ferramentas externas.

Aí vem a pergunta mágica! Ok Bethânia, interessante explicação, entendi, mas e agora? Como eu faço para usar disso ao meu favor e realmente mudar o que eu desejo?

Eu já falei algumas vezes por aqui que eu não tenho fórmulas mágicas, não, eu realmente não às tenho, porém, contudo, entretanto…depois de estudar bastante sobre isso e usar em minha vida, além de aplicar algumas e muitas outras sugestões dessas em meus processos de coaching, e ver os resultados na prática, eu me sinto tentada a dividir com você essas experiências.

Mas antes de falarmos sobre as sugestões de como melhorar esse ciclo vicioso, vamos nos conscientizar de algumas coisas em nosso próprio beneficio, para nosso bem-estar emocional. Isso é muito importante.

1ª – É desumano ter um comportamento x durante 20, 30, 40 anos e quando descobrir algo que pode mudar, tentar 1 semana, 1 mês e até 1 ano, e caso não consiga nesse tempo, desistir. Isso não faz sentido concorda? A conta é muito injusta.

2ª – A culpa é maior drenador de energia de todos os tempos, culpa gera tristeza e sensação de incapacidade e já sabemos os que os pensamentos a respeito disso fazem, tente não se culpar.

3ª – Para se criar um novo hábito, uma nova rede neural, é preciso tentar, consecutivamente por pelo menos 30 dias. Não se desespere, parece difícil, mas não é, é só questão de tempo e disciplina.

 – Sempre sairemos da curva reta, faz parte de nós, não espere começar e a mágica acontecer. Em processos de mudanças somos como pêndulos, ficamos balançando entre os dois extremos (ruim e bom) até alcançar um certo equilíbrio, e isso pode ou não demorar, depende de você, e tá tudo bem quanto a isso.

5ª –  Adversidades externas sempre acontecerão e elas vão te tirar do eixo, o que vale não é a cura (nesse caso) e sim a manutenção – quanto mais rápido você sair do ciclo vicioso, melhor – E na próxima vez que acontecer, você estará mais forte, e na próxima também, e assim por diante, lembra do hábito? É isso!

6ª – É de extrema importância que você entenda o seu momento, se você não consegue fazer x coisa por conta do seu momento atual, que te impossibilita der ser eficaz e eficiente em x tarefa, por deus, seja generosa com você, por deus, se respeite e se permita fazer as coisas no seu tempo. Qual sua prioridade e o que você pode e não pode fazer? Não crie  mais um problema em sua vida. Respeito seu momento.

Tudo bem? Se por acaso você perceber que nada do que você leu acima faz sentido, se você acredita que não é possível seguir as 6 orientações acima, pare por aqui, se continuar vai piorar o que já não está legal. Tudo bem? Por veze temos que ser maduras o suficiente para entender que não estamos preparadas para algumas mudanças e transformações. Viver bem, Viver Melhor, não é tarefa fácil e você precisa se comprometer com você mesma para isso.

Agora se você já fez inúmeras tentativas de melhorar essa questão do “saber x tentar x fazer” e nada deu certo e você se sente comprometida e madura o suficiente para entender as 6 orientações acima e deseja muito mudanças e transformações, siga em frente (parece joguinho de tabuleiro né? Rs)

 

Autoconhecimento

autoconhecimento

Quando fiz meu primeiro processo de coaching positvo e descobri as minhas principais forças pessoais, eu pensei não fazer sentido, aquilo não tinha a menor coerência, pensei: “Que merda!”

O tempo passou e aos poucos eu fui me auto-observando e percebendo o quanto tudo aquilo fazia sentido. Autoconhecimento nos ajuda a entender o porquê de algumas coisas e isso faz uma diferença absurda em nossa relação intrapessoal e interpessoal e conseqüentemente em nossas ações e resultados.  

Em um dos meus processos de coaching uma querida me disse: “Como é libertador entender que eu sou assim, e sendo assim, e sabendo que eu sou assim, eu posso me libertar de mim mesma”. Aquela frase fez muito sentido para mim. O autoconhecimento é uma forma de ganhar liberdade.

Como eu disse acima nós só podemos gerenciar aquilo que mensuramos, como gerenciar nossas emoções, nossos comportamentos, ações, atitudes e sentimentos se não entendemos como tudo isso funciona? Como medir e mudar se não temos a menor noção com o que estamos lidando? Parece maluco não? Mas é exatamente isso que acontece dia após dia com a maioria de nós…Não nos conhecemos o suficiente para mudar algo, o fato de não nos conhecermos nos desfavorece, damos voltas e voltas e acabamos no mesmo lugar, se perguntando o que estamos fazendo de errado.

A primeira coisa que precisamos fazer nessa vida é conhecermos nós mesmas, entender os nossos pontos fortes e os fracos, os dons, talentos, habilidades, atitudes diferenciadas, etc.

Sem isso, sem esse entendimento, é complicado gerenciar, e mais complicado ainda mudar.

Entender a minha autossabotagem e buscar o porquê dela estar ali me possibilitou quebrar esse mecanismo, hoje eu ainda me autossaboto, mas agora eu sei que estou fazendo isso e quando percebo eu logo me movo para quebrar o ciclo. O autoconhecimento me possibilitou a clareza sobre o meu mau comportamento e me possibilitou entender como eu minimizo isso, não se trata de acabar com os problemas e adversidades, se trata de saber lidar com eles de forma que possamos sair o mais rápido possível dessa onda de emoções ruins, quanto mais rápido se sai, mais chances de gerar produtividade e conseguir o resultado desejado.

Da mesma forma que temos o ciclo vicioso, temos também o virtuoso, onde há pensamentos bons, predominância de emoções positivas e a retroalimentação de tudo isso. Esse ciclo nos leva a lugares mágicos, o lugar onde merecemos estar.

Hoje existem muitas formas de se autoconhecer, através de um processo de coaching, através de cursos e workshop, através de questionamentos próprios e auto-observação (veja aqui a um texto sobre como iniciar esse processo com reflexões).

Não sei como você irá iniciar o seu processo, ou se já iniciou, mas é de extrema importância que você faça isso, caso queira ser mais produtiva e assertiva.

Vejo muitas mulheres fazendo cursos de produtividade, baixando inúmeros aplicativos de to do list, criando planner’s e muitos quadros de post it…Não quero dizer que tudo isso é irrelevante, não, pelo contrário, é muito relevante, e eu uso muito disso, mas percebi que sem o entendimento de si mesma, nada disso faz sentido, você usa por algumas semanas e depois não usa mais, baixa ou cria novos apps, quadros, listas…e de novo nada! E essa “labuta” continua por muito tempo. Com autoconhecimento você ganha em tempo x esforço, entende?

Se conheça primeiro, depois desse mergulho, aí sim, utilize de todas as ferramentas necessárias para mudar aquilo que te incomoda.

Se não sabe por onde começar, comece por perguntas auto reflexivas como as abaixo e as que você encontra nesse texto: Coloque tudo no papel.

1 –  Quem é você? Liste as suas características principais, suas qualidades e seus defeitos.

2 –  O que você ama?

3 –  O que você odeia? (Essa é uma lista muito importante, porque a força do que você odeia é tão grande quanto a força do que você ama). Você precisa entender isso para negociar melhor consigo mesma as suas escolhas.

4 – O que é importante para você?

 

Clareza

Clareza

O maior problema que encontro nos meus processos de coaching é a falta de clareza. Pessoas chegam dizendo o que querem, mas aos poucos e com algumas “cutucadas” vejo que aquilo não faz sentido nem mesmo para ela. Temos um grande problema com a clareza, parece óbvio, mas não é.  

Nesse processo de ser mais produtiva e mudar comportamentos desfavoráveis, tente ser  clara com você mesma, saiba exatamente o que você deseja agora, em médio e em longo prazo.

Quando não temos clareza as coisas não acontecem, sabe aquela questão da intenção x ação? Então, sem clareza esse gap é ainda maior. Para tudo que desejamos fazer é importante se ter clareza. E é importante saber quais são os seus porquês (por que faço o que faço e por que isso é importante para mim?) Coloque no papel, isso faz uma puta diferença.

Abaixo coloco algumas perguntas que te ajudarão com isso:

O que eu desejo fazer?

Por que eu desejo fazer isso?

Está alinhado com meus valores? (Aqui você precisa já ter definido algumas perguntas do processo acima)

Está alinhado com minhas habilidades?

O que eu posso fazer hoje para chegar mais perto do que desejo? Responder essa pergunta todos os dias pela manhã.

 

Ser, fazer e ter.

SER, FAZER e TER

Essa é a lógica para alcançar qualquer coisa na vida. Se você deseja TER algo, você precisa FAZER algo em função disso, e para fazer esse algo, você precisa SER algo.

Exemplo: Se você deseja vender mais, gerar mais negócios para sua empresa, ter mais reconhecimento no mercado… você precisa entender seu cliente, entender as expectativas dele, entender as expectativas do mercado, se qualificar e trabalhar no seu estado da arte todos os dias para alcançar esses resultados. E para FAZER isso você precisa SER empático, resiliente, assertiva, criativa, comprometida, organizada, verdadeira, proativa …Entre tantas outras habilidades que você pode desenvolver.

Depois de fazer tudo isso e ser o que é preciso ser, consequentemente você terá os resultados desejados – claro, aliado de várias outras estratégias – mas aqui eu falo de VOCÊ, do seu comportamento, das suas emoções, sempre tendo você como assunto principal.

Sendo assim, após se conhecer melhor e ter mais clareza sobre o que deseja, faça uma autoanálise e entenda se você é o que precisa ser para realizar o que deseja.

Considerando que você deseja mais produtividade e foco, reflita e responda para si mesma:

Você é disciplinada? Se não e se isso tem te atrapalhado, essa é uma atitude que deve ser desenvolvida.

Você é resiliente? Se não e se isso tem te atrapalhado, essa é uma atitude que deve ser desenvolvida.

Você é organizada? Se não e se isso tem te atrapalhado, essa é uma atitude que deve ser desenvolvida.

Você é determinada? Se não e se isso tem te atrapalhado, essa é uma atitude que deve ser desenvolvida.

Essas 4 atitudes se desenvolvidas irão te ajudar a TER mais resultados positivos e coerentes.

Para trabalhá-las crie para si mesma regras a serem cumpridas em determinados períodos e se comprometa consigo por 30 dias pelo menos, após isso fica mais fácil seguir.

Não faz sentido desejar TER uma rotina totalmente ok quando não somos nada disciplinada, organizada, determinada e resiliente, concorda? É preciso FAZER algo para SER assim e  TER o resultado desejado.

Pratique!

 

Neutralize os seus pensamentos e pare o ciclo vicioso.

Pensamentos

Adversidades sempre vão aparecer, não existe nada que mude isso, sempre terão coisas externas que mexerão com seu estado interno, isso é um fato a ser considerado.

Sabendo disso o que podemos fazer para minimizar os impactos dos acontecimentos externos em nosso estado interno é neutralizar os pensamentos ou direcioná-los a outro foco, isso não é nem tão fácil e nem tão difícil, precisa-se apenas de pratica.

Como eu faço isso Bethânia?

Diálogos internos favoráveis: “Não desejo pensar sobre isso, esse pensamento não me leva a nada, não estou feliz com esses pensamentos e vou mudá-los. Eles não fazem sentindo e não estão me levando na direção do que eu verdadeiramente desejo”.

Ouvindo alguma música que goste: Uma música animada, a musica tem o poder de mudar sua energia. Quando se perceber nesse ciclo vicioso coloque uma musica bem empolgante e energizada da sua play list e se permita entrar no clima.

Faça algo que te faça rir muito: Leia um livro engraçado, uma vídeo divertido, veja uma comédia, converse com uma amiga, brinque com seus filhos…

Veja vídeos que te motivam a continuar: Vídeos sobre os assuntos do seu interesse, vídeo motivacionais, inspiradores, informativos.

Essas coisas mudam seu foco, a sua atenção seletiva sai do problema e fica mais fácil você seguir. Romper o ciclo vicioso faz você continuar. Quanto mais rápido você sair, mais  rápido você chega aonde deseja.

Pratique!

 

Autoconhecimento para gerir melhor você.

Clareza sobre o que deseja e como deseja.

SER para depois FAZER e então TER.

NEUTRALIZAR o ciclo vicioso para assim promover mais emoções positivas que te impulsionam.

 

Por fim e muito importante para ser completo, deixo aqui para você a sugestão de um ótimo texto da Pat Borbolla do Maternativa sobre apps que podem te ajudar com a gestão do tempo, você ajusta dentro e depois utiliza dessas e outras ferramentas para gerenciar melhor o seu dia a dia. (acesse aqui o texto).

Essas são algumas das praticas diárias da minha vida e de muitas coachees que aconselho e oriento.

Vim dividir com você porque eu acredito no poder que cada ser humano tem de se reinventar, de se superar e de criar sua própria realidade. Eu sei o quanto é possível sair do caos e viver a vida de forma muito melhor. Não há uma forma de acabar com os problemas e com as insatisfações da vida, o que há é uma maneira de lidar com isso de forma que favoreça o seu crescimento e o seu desenvolvimento.

E esse foi o motivo que me fez vir aqui dividir essas experiências com você, o meu desejo é que possamos, cada dia mais, encontrar formas de criar uma energia melhor para nós e para o mundo. Eu acredito em um mundo melhor e um mundo melhor precisa de pessoas que tenham a força necessária para impulsionar outras pessoas a acreditarem em si e buscarem sempre o melhor, para si, para o outro e para o mundo.

Eu acredito nessa roda, e eu acredito em você!

Se esse texto fez sentido para você eu te convido a praticar, coloque as perguntas em um papel e responda cada uma delas e depois disso pratique, crie uma rotina com base nisso, imprima as 6 premissas básicas para sua proteção emocional e deixe ao alcance dos seus olhos, lembre-se sempre de cada uma delas para assim minimizar a culpa, gaste 10 minutos do seu dia para analisar como tem se saído…e não desista em menos de 30 dias.

Se permita fazer esse esforço, por você, pelo outro e pelo mundo. O mundo precisa de você em sua melhor versão.

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