Reflexões

Eu e a maternidade… (reflexões de um dia de sol)

Maternidade, filhas

 

Sempre digo que o maior empreendimento da minha vida é a maternidade, a maternidade mudou radicalmente a minha vida, a maternidade me fez crescer e florescer, sempre encarei a maternidade como o maior desafio da minha vida, todos os dias um desafio novo e que desafio prazeroso, não é mesmo?

Eu tenho duas lindas filhas, Barbara de 13 anos e Maria Clara de 07 anos. E hoje convido você, que também é mãe, a refletir comigo sobre as maiores ocupações que temos em vida com eles (filhos).

Eu desejo (e trabalho em prol disso) que minhas filhas sejam pessoas de bom coração e que se sintam livres para escolherem o que as façam felizes. E sempre falo isso para elas exatamente nessa ordem, para que consigam entender que as escolhas que fizerem não poderão ter o objetivo de prejudicar o outro, além disso me empenho ao máximo para que vejam o meu esforço para também ser assim (de bom coração e livre) afinal estou repassando os meus valores a elas e a coerência faz toda diferença nessa hora.

E você qual o principal valor que você quer deixar para os seus filhos?

Hoje essa é a minha maior ocupação como mãe, o restante eu administro e acredito ser consequência e sabe por quê?

Porque eu gosto de ensinar para minhas filhas que o universo é abundante e que há infinitas possibilidades para todos, sendo assim, não é preciso se preocupar com o TER, se agir com o seu melhor e acreditar, você terá.

Porque eu gosto de ensinar para minhas filhas que a lei da atração é real e divina e que elas podem e merecem estar conectadas com a abundância e não com a escassez.

Porque eu gosto de ensinar para minhas filhas que a gratidão é o melhor sentimento que podemos nutrir em nossa alma, que devemos ser gratas por tudo que temos, independente se esse tudo está ou não nos dando alegria momentânea.

Sabe…. Hoje eu ensino para minhas filhas que os dias frios, nublados e chuvosos são essenciais para nossa sobrevivência e que sem eles não saberíamos o valor dos lindos dias de sol.

Eu ensino para minhas filhas que podemos dar o significado que quisermos as coisas que nos acontecem, que a escolha é nossa.

Eu ensino para minhas filhas que devemos respeitar as escolhas do próximo e que o julgamento faz parte de um juízo de valores, mas que os rótulos, esses sim podem destruir o poder de uma comunicação pacifica.

Eu ensino a elas, observarem a lua, as árvores, a ouvirem o canto dos passarinhos, sentirem o cheiro de terra molhada e sentirem suas emoções.

Eu digo que não gosto da palavra “odeio” e falo o porquê, mas eu não as reprimo por dizê-la, pelo simples fato de eu acreditar que pode ser importante para elas se expressarem dessa forma e elas entendem e com o tempo param de dizer.

Eu sempre digo que elas são capazes e faço o possível para que enxerguem seus talentos e ajam apesar do medo, também as ajudo a identificar e administrar suas fraquezas e a lidarem com suas emoções.

Eu falo da importância da resiliência e do esforço, como combustível para alcançar nossos sonhos.
Eu digo a elas que chorar é preciso e libertador e não peço que parem.

Eu choro e digo a elas que estou sofrendo, que estou com medo, mas que mesmo assim eu vou seguir, pois dessa forma elas têm a oportunidade de entender que eu não sou um ser que está além da dor e do sofrimento.

Eu chamo a atenção delas e digo que estou aqui também para orientar e que haverá momentos em que a opinião delas não será avaliada e digo o porquê…

E mesmo sabendo que tudo isso pode não ser o “caminho da felicidade”, eu acredito que ele é o MEU melhor caminho, pois eu sinto e ajo…

Não há nada mais intuitivo do que ser mãe, você vai sentir e vai agir e assim você criará o seu bebê para voar pelo mundo, entregando a ele o seu coração. Eu desejo muito que as asas das minhas bebês estejam muito fortes, para que não precisem dos meus reparos, só assim eu saberei se realmente fiz um “bom trabalho”.

A minha pequena sempre me pergunta se criar filhos é difícil e quando eu respondo que não, ela pergunta: “ Caramba mamãe! Todo mundo diz que é difícil, por que você não acha difícil? ” E eu lhe respondo: “ Porque é gostoso filha e eu não acho difícil, simples assim! ” e ela dá aquele risinho inocente que enche meu coração de felicidade.

Eu não acho difícil, eu nunca dei esse peso a maternidade, há fases mais complicadas onde somos mais necessárias, outras onde é necessário sermos mais duras, outras onde estamos mais ocupadas e preocupadas, mas o que não é assim na vida? O que não é cíclico? Vivemos em ciclos e mudamos de prioridades tantas vezes! A maternidade não é diferente, ela é cíclica e eu aprendi a me adaptar a cada momento. Eu acho muito gostoso ser mãe e por mais que eu tenha (como qualquer mãe tem) dias nebulosos eu nunca achei difícil.

Não é difícil é fluído e tudo que é fluído é gostoso, sentir e agir é tão bom e tão natural que eu não poderia falar nada diferente disso.

O meu desenvolvimento como ser humano e o autoconhecimento me ajudaram muito com esse olhar, nem sempre foi assim, mas eu “acordei em tempo” e se eu morresse hoje, morreria feliz, pois minhas filhas conhecem meus valores e sabem o que espero delas, não para satisfazer o meu ego, mas para que possam ser plenas e felizes.

E é por isso que eu considero como consequência o restante, pois, “ esse restante” na minha visão de mundo, são conceitos ensinados (sei lá por quem) que têm como objetivo chegar ao tão almejado “sucesso” e esse sucesso, no meu olhar, tem prazo de validade.

E você? Sabe quais são os seus valores? Que legado você deixará para seus filhos? Como você enxerga a maternidade?
Compartilha conosco, vou amar essa partilha.

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