Empreendedorismo Feminino

Sobre licença maternidade, empreendedorismo materno e empoderamento da mulher mãe.

licença maternidade

9 meses, licença maternidade, muitos planos, alegria e felicidade…logo um turbilhão de novidades, muita dedicação, muito amor, cansaço e uma linda relação que se forma…e por fim…o fim de 4/6 meses de muita descoberta, aprendizado, troca e realização…surge então uma sensação inexplicável, algo que nunca havíamos sentido antes, um misto de dor e alegria, de vontade de ir e vontade de ficar…coração batendo forte e coração batendo fora… e um certo desespero: E agora o que eu faço???

Muita tensão, medo, angústia, dúvidas e aquele sentimento de tristeza e culpa…Você quer acompanhar o desenvolvimento do seu bebê, quer promover bem-estar a ele e sua família de perto, deseja que ele se sinta acolhido e cuidado…e tudo isso entra em conflito com a tão almejada realização pessoal/profissional e a necessidade financeira.

Com você também foi assim? Tem sido assim? Essas palavras te fazem lembrar algo? Você está passando por isso?Já passou? Eu te entendo! Eu também já passei por isso (Leia o artigo onde falo sobre esse meu momento clicando aqui).

Esse momento (o fim da licença maternidade) é um dos mais difíceis da mulher mãe. O vínculo que surge entre mãe e bebê é muito forte e é muito natural que haja essa dor, é muito natural sentir essa vontade incontrolável de estar com seu bebê em tempo integral nos primeiros anos de vida dele, da mesma forma que é muito natural desejar manter a sua independência financeira e a sua realização pessoal/profissional, afinal, somos seres em constante evolução correto?

Se você também se sente assim, se o retorno para você tem sido difícil e você está desesperada ou se você já voltou e ainda se sente perdida ou mesmo se você já é mãe há muito tempo e não se sente feliz por estar longe da sua cria, fique bem e sinta-se acolhida e entendida, você não está sozinha e eu, como mulher mãe que já passou por isso duas vezes e Coach de mulheres que também passam por isso, tenho algumas dicas para te dar que vão te ajudar, continue lendo o texto.

Eu percebo que o mais difícil de toda essa sensação desconfortável de medo e dúvidas é a super pressão imposta por uma sociedade que não valoriza o trabalho de uma mãe. “Ser mãe é algo relativamente normal e simples.” “ Nada que deva se comparar a busca pelo tão almejado sucesso”. Deus do céu! Quando as pessoas começarem a perceber a grandiosidade do papel de uma mãe, da profissão mãe, as coisas podem começar a melhorar. Em busca disso eu sugiro fortemente que quem não assistiu assista o filme O começo da vida 

Quando falo sobre super pressão de uma sociedade que não valoriza o SER mãe, quero dizer também da falta de espaço profissional para essa mulher de forma equilibrada, afinal, ela está, junto com seu entorno, desenvolvendo um novo membro da nossa sociedade, isso é valiosíssimo para todos nós.

Uma pena não termos um sistema que favoreça o retorno da mulher mãe ao mercado de trabalho, infelizmente as empresas não consideram essa nova fase da mulher e não aproveitam esse momento de forma criativa e produtiva, porque olha, não há nada mais produtivo do que uma mãe que anseia por estar em casa com seu bebê, você que tem empresa, tenha certeza de uma coisa: Essa mãe que trabalha para você não irá deixar sua cria em casa para ser “mediana” em sua função, ela não irá jogar fora seu tempo longe do seu bebê, e quanto mais flexibilidade você der a ela, mais produtiva ela será. TESTE, por favor, e depois nos fale mais sobre isso.

Certa vez, atendendo uma cliente mãe de primeira viagem, ouvi a frase: “Me sinto muito mais criativa após a maternidade” Começamos o processo de coaching com ela ainda em licença maternidade, com dúvidas, incertezas e muitos medos, nos primeiros dias me disse que talvez não fosse o momento certo para passar por um processo de coaching, visto que, se sentia um pouco perdida com o tempo e temia não se entregar 100% ao processo. Eu a tranquilizei: Não há momento mais oportuno que esse minha querida, esse é o momento que você merece se empoderar do seu novo EU.

Quando damos a luz deixamos para trás uma mulher, há a morte de um EU… e o nascimento de um novo EU. O puerpério é uma fase delicada, sensível, onde vamos nos adaptando a toda nova realidade. Fazer um verdadeiro e profundo mergulho interior para se reconhecer e resgatar seu poder pessoal, é uma ótima forma de se empoderar e deixar para trás os velhos  preconceitos de uma sociedade que ainda esmaga a mulher mãe.

E foi isso que aconteceu com minha cliente, e adivinhem: Ela foi desligada da empresa em menos de 2 meses após sua volta. Porém, como estava emocionalmente equilibrada, como havia se reconhecido e tinha muita certeza sobre o seu poder como mulher e mãe, não se intimidou e foi buscar seu lugar ao sol.

Hoje atua em duas frentes como empreendedora, na empresa do marido e no seu próprio negócio, e equilibra super bem a sua rotina com a maternagem. Quando ela me disse que se sentia muito mais criativa, ainda estava trabalhando para a agencia, quando foi desligada pensei: A agencia perdeu uma grande mulher, cheia de planos, novas ideias, muita disposição e criatividade.

Porquê é exatamente isso que acontece, infelizmente as empresas estão perdendo recursos criativos e produtivos por conta de um preconceito enraizado e pela falta de adaptação.

Empresas não percebem que vão ganhar quando se adaptarem a realidade das colaboradoras mulheres que voltam da licença maternidade, uma nova pesquisa realizada pela Microsoft com 2 mil funcionárias e 500 empregadores nos Estados Unidos descobriu que muitas mulheres melhoram o desempenho profissional após a chegada dos filhos e também já há pesquisas que mostram que mulheres após a maternidade têm maior desempenho em testes cognitivos, além de aumentar a capacidade sensorial e a tolerância ao estresse (Craig Kinsley, da Universidade de Richmond (EUA))

Poxa, há inúmeras formas de se fazer isso como empresa, mas é ainda tudo tão tímido, afinal, parece muito mais fácil desligar e contratar alguém mais “disponível” do que adaptar né? Ledo engano, essa atitude não me parece nem um pouco sustentável.

Para escrever esse texto, por exemplo, eu fui pesquisar fontes que poderiam sugerir praticas às empresas de como se adaptarem a realidade de uma mãe que acabou de voltar da sua licença maternidade e adivinhem: Só tem conteúdo para as MÃES se adaptarem a volta. Porra! Gente! Estamos falando de uma nova vida, aquela vidinha que vai formar o nosso legado, uma nova sociedade…a continuação de tudo. Como é possível não considerar isso??? Não é loucura?

Por essas e outras que amo, apoio, trabalho e vivo o empreendedorismo materno.

Empreendedorismo materno é algo relativamente novo para nós, em países mais desenvolvidos, onde os direitos da mulher são mais respeitados, ele já se consolidou, por aqui caminhamos firmes para unir forças e crescer nesse movimento que só tem a agregar a todos.

Empreendedoras maternas são  mulheres no mercado de trabalho que acabam engravidando durante seu período de contrato. A maioria delas retornam imediatamente após sua licença maternidade, demonstrando a força, vontade e necessidade de contribuir para a renda familiar. Muitas empresas, como falamos acima, com sua visão preconceituosa de que a maternidade e o trabalho são duas visões distintas e incompatíveis, não permitem que essas mulheres tenham o mesmo espaço de antes. Porém, essas guerreiras estão ávidas por crescimento, conhecimento e evolução e com isso uma porcentagem generosa destas queridas se inspiram em criar novas fontes de renda, inovar, buscar novos rumos para a vida profissional. A maioria delas, assim como eu, criam suas próprias oportunidades, saem do corporativo e se arriscam no mundo do empreendedorismo, criando assim, suas próprias formas de equilibrar maternidade, vida pessoal e profissional. E olha! Vocês não imaginam do que essas guerreiras são capazes. É muito inspirador!

O empreendedorismo materno mudou minha vida, eu me considero uma sortuda, não tive a oportunidade de estar com minhas crias nos seus primeiros anos de vida, mas tive a minha guerreira mãe ao meu lado cuidando delas enquanto eu ia para rua ganhar nosso conforto, inclusive o da minha mãe, e hoje tenho a oportunidade de empreender e estar com elas em tempo integral, isso realmente me realiza e me completa e faz com que eu VIVA cada dia MELHOR.

Com o empreendedorismo materno eu descobri o real significado da palavra sororidade e por isso vim aqui dividir com você algumas reflexões e sugestões que trabalho com minhas clientes e que uso no meu dia a dia.

Se você é uma mãe que está perdida e não sabe mais o que fazer, se permita entender as sugestões e siga seu coração. Eu sei que para algumas é ainda mais complicado, mas acredite, você saíra dessa fase ainda mais fortalecida, você é muito mais capaz do que imagina e você merece Viver Melhor os seus dias.

Juntas somos mais fortes!

#1 – Não tente sozinha –  Se junte a grupos de mulheres que vão te fortalecer. Esse momento de volta da licença é muito dolorido, ouça outras mulheres fora do seu circulo, se abra para o novo e forme a sua opinião com base no todo.

Sugestões de grupos no facebook:

MATERNATIVA (grupo para mães empreendedoras)

GRANDES MULHERES (grupo para mulheres empreendedoras)

MATERNACHÓP (grupo de venda, troca e compra de mães empreendedoras)

NPBB MATERNIDADE CONSCIENTE (grupo de apoio a maternidade)

GVA  (Grupo virtual de apoio a amamentação)

 

#2 – Quer empreender? Se junte a grupos de mulheres que estão passando por isso, peça ajuda, faça um processo de coaching, leia e pesquise muito, abaixo eu te dou dicas de negócios brilhantes iniciados por mães na mesma situação que você, e melhor, onde você não precisa alocar muita grana para começar. E em alguns caso você também pode conciliar com seu atual trabalho até se sentir mais confortável em sair. 

Aprenda como gerar renda de até R$400,00 por dia sem sair de casa no Mães Super Afiliadas

Aprenda a lucrar muito com BOLOS NO POTE e NAKED CAKES que são os bolos da moda.

Descubra 130 ideias de negócio para montar em casa.

 

Você é a força que o negocio precisa e você é a sua força, seja generosa com você, não queira dar conta de tudo e não se culpe…apenas respire, se muna de condições para seguir e siga.

 

#3 – Delegue –  Você não é a mulher maravilha, esse conceito é ultrapassado e só serve para alimentar ainda mais a nossa culpa. Não tá dando conta? Delegue! Se não sabe ou não se sente confortável com isso, leia esse texto e se inspire.

#4 – Se muna de emoções positivas dia a dia – Quer inspiração para iniciar o dia e não se deixar abater? Procure diariamente inspirações, a licença maternidade, a maternagem, o empreendedorismo materno, todos são muito solitários, você precisa de automotivação diária. Abaixo deixo algumas dicas:

Audiobook ESCOLHA SUA VIDA 

Meditação – Quebre padrões de estresse, e adicione mais Felicidade na sua vida em apenas alguns minutos por dia!

PodCast da Bel 

Vídeos e áudios do VIVER MELHOR

 

Nessa entrevista que dei para As Passeadeiras eu conta um pouco da minha labuta nessa transição, por lá você encontra muitas outras histórias inspiradoras também, vai lá e se fortaleça.

 

É isso mulher! Se permita resgatar o seu pode pessoal, ele é ainda maior após a maternidade. Você é uma grande guerreira e uma grande mulher!!! Tamo juntas!

E se você deseja receber conteúdos bacanudos diretamente no seu e-mail, se cadastra na nossa news, deixa seu e-mail aqui embaixo e vamos juntas buscar o nosso lugar ao sol, vamos VIVER MELHOR, porque a gente PODE e MERECE!

 

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